A estratégia do negócio é um dos ativos mais importantes de uma organização. Dá foco, direciona, cria alinhamento. Desenhar uma estratégia de longo prazo que conduza a empresa a uma posição de destaque em seu setor de atuação é extremamente desafiador. Dessa construção de futuro emerge um caminho de transformação que deve ser executado para garantir o sucesso da estratégia de negócio.
Entretanto, mesmo com estratégias claras, muitos líderes enfrentam dificuldades ao conduzir as transformações almejadas e consolidá-las na prática da organização. Ao longo das nossas experiências, notamos que este fenômeno ocorre pois frequentemente gestores subestimam a complexidade do processo de transformação.
A falta de uma visão completa do todo, enfraquece o entendimento sobre a importância estratégica das mudanças. Projetos e iniciativas são avaliados isoladamente e quando isso acontece, o processo de transformação perde aderência na companhia. Projetos são cancelados, adiados ou têm seu escopo alterado, os investimentos em inovação são redirecionados para o curto prazo e em poucos meses a empresa mal se lembra de qual era o plano de futuro original, ao passo que a atenção de todos volta-se à operação do dia a dia, como já era de costume.
O ponto crítico de uma abordagem simplificada na execução da estratégia é o descuido com a cultura organizacional, fator primordial, muitas vezes deixado de lado em processos de transformação de empresas. Não à toa, este tema, tido por alguns como perfumaria no ambiente dos negócios, está entre as principais causas de fracasso em implementações de projetos estratégicos. À exemplo, uma pesquisa realizada pela Best in Class Group, revelou que ao se menosprezar a importância da cultura organizacional no processo de transformação, empresas limitam a concretização de suas estratégias em 55% do planejado. Ou seja, a cultura impacta em 45% do sucesso das estratégias de negócio. Entretanto, percebemos que Cultura ainda é pouco trabalhada pelos CEOs, e comumente seu desenvolvimento é delegado ao departamento de RH, o que reforça a menor prioridade em relação aos resultados financeiros, crescimento do negócio e planejamento, por exemplo.